Quem, eu?
Nome: Lícia Mayra
Veio ao mundo em: 03/02/95
Mora em: Picos, PI
Histórico:
Poema da Vez:

Tudo o que está
do lado de lá.
Tudo o que está
atrás de um não.
Tudo o que está
com cara de errado
Tudo o que está
com ar de pecado
Tudo o que está
na lista da lei.
Tudo o que está
na bronca do pai.
Tudo o que está
na cisma da mãe
Tudo o que está
guardado em segredo,
trancado a chave
no fundo da mala, escondido da gente
no pó do porão...
Tudo isso tem cara
de ser muito bom!
Carlos Queiroz Telles

Se você tivesse que escolher entre o seu marido e o seu amante, quem você escolheria? Credo, esse é um dilema pavoroso, não? É o meu dilema pavoroso.
Meu nome é Denika, tenho vinte e sete anos e sou casada. Meu marido se chama David e... Bem, quando ele quer é um amor, mas também quando não quer... David é aquele tipo de homem que gosta de mulher para exibi-la aos amigos. Ele vive dizendo por aí que vai fazer e acontecer, mas no final das contas...
David é muito extrovertido. Lembro-me que o que fez ficar apaixonada por ele foi justamente o seu bom humor e seu jeitinho engraçado de beijar. Ele gostava de fazer cócegas com a língua no céu da minha boca. Lembro-me que nos tempos de namoro isso me fazia delirar. Mas agora isso não me traz a mesma sensação. Principalmente depois da chegada de Logan...
Ah, Logan. Certo dia, há uns quatro meses, David e eu fomos a um barzinho com alguns amigos dele. Logan estava lá. David me apresentou a ele e logo depois os dois estavam falando sobre sexo e futebol. Naquela hora senti um profundo ódio da alma masculina. Depois de um tempo sentada, entediada com aquela conversa idiota, eu me levantei e disse que ia ao toalete. Quando estava saindo do banheiro, me deparei com o corpanzil de Logan.
_ Então - ele disse - você é a esposa do panaca do David?
_ Não o chame assim - respondi sem muito jeito.
_ Ora, mas é verdade, não é?
_ Isso não é assunto seu - disse eu, lembrando do infeliz desempenho de David na cama.
_ Sinceramente, não sei porque você ainda insiste em ficar com ele...
_ Olha aqui - falei, já perdendo a paciência - Pode me dizer, por favor, qual a sua real intenção?!
Ele se aproximou mais e sussurrou:
_ Ou me decifras ou... te devoro.
Ah, e como devorava! Depois desse primeiro encontro, oportunidades não faltaram para nos encontrarmos novamente. Logan passou a vir todas as sextas ao meu apartamento com o pretexto de conversar com David. O que mais me impressionava era sua cara-de-pau. Era incrível como ele dava em cima de mim descaradamente ao mesmo tempo que discutia com meu marido o resultado do jogo de quarta. Logan soltava indiretas o tempo todo, tipo: "Sua mulher tem umas pernas..." e David respondia: "Não é? E de pensar que tudo isso é só meu...". Ah, eu tinha que me segurar para não rir.
Um dia Logan veio no sábado. Eu falei:
_ David não está. Foi ao jogo.
_ Eu sei. Vim ver você.
Começamos falando banalidades, até que Logan resolveu ir direto ao ponto:
_ Estou com fome. Não pode me mostrar seu quarto?
Deixei-me levar pelos seus encantos e acabei por fazer tudo o que ele queria. Mostrei meu quarto, a ampla cama de casal em que eu e David dormíamos todas as noites, sentei-me na cama, tirei minha blusa... Logan pulou em cima de mim. Chupou-me os lábios, meteu sua língua até minha garganta. Fizemos amor, mas um amor de um jeito que eu não fazia há muito tempo...
Logan era como um tigre selvagem. Era faminto, e sua fome não se saciava fácil. Não tinha pressa, chegava a me devorar duas, três, seis vezes numa mesma noite - ou dia, porque com ele não tinha hora.
No começo eu pensei que ia ficar só no sexo mesmo. Mas um dia Logan ligou dizendo que queria marcar um jantar. Eu, pensando que significava me jantar, respondi que não ia dar, porque estava naqueles dias e com uma cólica terrível. Ele riu do outro lado da linha.
_ Eu quero jantar com você, Denika, e não jantar você.
Marcamos o dia, na casa dele. Dei uma desculpa qualquer a David, disse que ia ao cinema com uma amiga. Quando cheguei no apartamento de Logan, deparei-me com uma mesa linda, coberta por renda branca. Velas, vinho, música... Muito romântico. Logan estava encantador. Usava seu melhor perfume. Beijou-me docemente, serviu-me o melhor pedaço do frango e pôs o vinho na minha taça. Jantamos.
_ Você está tão encantador hoje... - eu disse a ele.
Sentia uma emoção forte e inédita. Meus olhos boiavam. Logan veio ao meu encontro e acariciou-me os cabelos.
_ Logan...
Ele pôs a mão nos meus lábios ternamente e pôs a cabeça sobre meu ombro. Fechei meus olhos. A voz de Logan saiu leve, macia, apaixonada:
_ Eu te amo, Denika...
Foi a partir daí que eu descobrir que não podia mais viver sem Logan. Meu interesse por David - que não era lá grande coisa - ficou ainda menor. Eu amava Logan, amo, pra falar a verdade, quero ficar para sempre ao lado dele.
Mas, se por um lado eu amo Logan, não posso abandonar David. Apesar de não ama-lo mais, ainda gosto dele. Ele é carinhoso comigo e nos damos bem. Não o vejo mais como marido e sim como um amigo. Às vezes eu até tomo coragem e resolvo dizer tudo para ele, mas na hora dá um remorso...
Muitas vezes eu fico confusa, não sei o que fazer. Logan ou David? David ou Logan? Às vezes eu resolvo me entregar a David, ficar com ele, com seus carinhos e seu exibicionismo. Mas logo depois me vem à cabeça a imagem de Logan, com seus beijos apaixonados e sua luxúria incontrolável, e eu penso em esquecer David e fugir com Logan, para ser dele para sempre...
Logan implorava - e implora, ainda, visto que eu nunca me decido - para que eu deixasse David e fugisse com ele... Dizia que podia me dar uma vida bem melhor, falava-me do seu emprego - ele é professor em uma universidade -, prometia-me coisas... Muitas vezes eu não resitia e entrava na dele, e então nós passávamos a tecer juntos os nossos sonhos... Logan fala em amor, casamento, filhos... Ah, Logan é um doce!
Em casa, a situação é outra. David e eu não nos beijamos nem transamos mais. Somos apenas amigos íntimos. Ainda dormimos juntos, mas David não me toca. Não faz mais sentido ficarmos juntos. Mas ainda assim toda vez que eu resolvo contar tudo me dá uma pena...
David ou Logan? O marido ou o amante? Acho que eu já sei quem é - ou não? O amante ou o marido, o marido ou o amante, eis a questão!
Lícia Mayra (a velha do saco, búú!
)
***
Tudo bem, não é o melhor texto do mundo. Mas acho que dá pra começar no Recanto das Letras. =~P
Mas um post sobre o Brasil. Ou melhor, sobre os brasileiros. Coisas que me deixam desapontanda com esse meu país.
Sabem aquele morador de rua que passou no concurso do Banco do Brasil? O tal Ubirajara Gomes da Silva? Pois é. Logo depois que essa notícia estourou ele viveu que nem uma celebridade. Deu entrevistas, aparceu na TV e sua caixa de recados do Orkut lotou do dia pra noite. "Mas como um morador de rua tem perfil no Orkut? Silva diz que costuma usar computadores em bibliotecas públicas e lan-houses que cobram preços baixos pelo uso"(G1, 28/06/08) Pois é. As pessoas começaram a adora-lo e a idolatra-lo como se ele fosse um 'herói'. Meus professores diziam para seguir o exemplo dele. Eu ouvia na rua pais dizerem para os filhos seguirem o exemplo dele. Eu via as pessoas falarem nele com o peito estufado de tanto orgulho, admirados com a sua 'proeza'. "Quem diria, hein! Um morador de rua! Sem nem ter os estudos completos, quem diria que um cara como ele conseguiri passar num concurso do BB!"
Uhum. Quem diria, hein? Um morador de rua...
Quem diria que ele conseguiria passar! Quem diria também que logo depois de entrar no Banco ele começaria a faltar o trabalho! Quem diria que ele ficasse fazendo corpo mole pra trabalhar! Quem diria que ele ficaria assediando mulheres casadas no BB! Quem diria que, mesmo depois da greve ter acabado, ele continuaria sem ir trabalhar! Quem diria!...
Pois é, queridos, pois é exatamente isso que ele anda fazendo. E quando algum besta ainda liga pra ele pra perguntar se ele não tem medo de ser demitido, adivinhem o que ele responde? "O banco não pode me demitir". E não pode mesmo. O Banco do Brasil só pode demitir um funcionário depois de 30 dias de ausência. Aí é justa causa. Agora a 'piada' da vez nas agências bancárias é dizer que ele vai faltar o mês inteiro, mas quando for no 29° dia ele dá as caras por lá só pra não receber o chute no traseiro.
E agora eu fico me lembrando dos meus professores, dos pais que vi nas ruas, das pessoas que encheram o Orkut dele de recados. Daqueles que diziam: Sigam o exemplo dele! E agora? Será que eu devo seguir o exemplo dele? (
)
O que me dá mais raiva nesse povo é que ele fica mitificando certas pessoas ou fatos sem nem saber da história toda. "Ah, era um morador de rua, coitado!" Morador de rua sim. Coitado vírgula, porque foi ele quem fugiu de casa aos 15 anos. Morava na rua porque queria, porque casa ele tinha! Família ele tinha! E poderia também ter completado os estudos e ter mais chances de ser um homem de caráter e não o vagabundo que é!
As pessoas tem essa mania de ficar mitificando e romantizando as histórias. Só porque o cara fez uma coisa que não é tão comum as pessoas começam a lamber o chão por onde ele passa. (Pois agora eu vou explodir uma bomba atômica pra ver se o Brasil inteiro vai me idolatrar ¬¬.) Que gente mais besta! Vão caçar o que fazer! Por que vcs não vão estudar, trabalhar, transar, sei lá, fazer qualquer coisa, ao invés de ficar idolatrando qualquer zé mané que passe por aí?
Foi como fizeram com Tiradentes em 1789. O cara ganhou até visu de Cristo! Tudo bem, ele lutava por uma boa causa. Mas não tem nada a ver ficar mitificando o homem só pq ele foi enforcado. Muitas pessoas daquela época eram enforcadas caso cometessem algum crime muito grave. Tiradentes só serviu de exemplo para os outros inconfidentes, alertando-o para que se continuassem com a revolta iriam acabar do mesmo jeito. E como nenhum deles era besta acabaram desistindo. E aí toooodo mundo colocou Joaquim José da Silva Xavier - a minha professora da 4ª série me obrigou a decorar esse nome - num pedestal, e ele acabou virando o herói do país.
Ou como Zumbi. As pessoas começaram a romantizar toda a história do Palmares, colocando Zumbi como o maior guerreiro negro do Brasil, o maior ícone da luta contra a escravidão. Guerreiro ele era. Desde os tempos na Mãe África ele era considerado um guerreiro. Mas não contra a escravidão. Ele mesmo tinha um horror de escravos lá no Palmares. E se eles não o obedeciam, chibata neles! Mas não foi assim como ele ficou conhecido. O homem que mais lutou contra a escravidão no Brasil, é isso que ele foi! Ah, tá. Zumbi lutou contra a sua escravidão, não tava nem aí pro resto. Se eles conseguissem se safar, que ótimo, se não, bem, azar o deles. Pelo menos ele era livre, e pra ele era isso o que mais importava.
Mas, ah, as pessoas, malditas pessoas, como elas são! Preferiram não acreditar e colocar esses três - e muitos outros que aparecem de vez em quando - como heróis, exemplos a serem seguidos! Elas não quiseram a história real, a 'verdade nua e crua'; preferiram a história romântica, cheia de personagens perfeitos e irreais. Como na Disney. A pequena sereia é uma adaptação do conto A sereiazinha, cujo final é bem triste. Mas a Disney modificou a história inteira e deu um final feliz ao conto, e assim conseguiu aceitação do público. Ah, é, as criancinhas adoraram. Pergunte a uma menina de 5 anos se ela não conhece a história da Pequena Sereia. "É claro que sim", ela responderia. Agora pergunte a mesma menina se ela conhece a história da Sereiazinha. Muito dificilmente ela responderia que sim.
É mais ou menos isso que vemos nos livros de História. As pessoas mudam o verdadeiro rumo da história. Romantizam as coisas, deixam-nas mais felizes, que é pra ver se assim alguém se interessa pelo caso. E aí surgem os heróis! Toda nação que se preze tem que ser um! Como Cuba e seu Che Guevara, que muitos reverenciam, apesar de ele ter escrito à esposa que era sedento de sangue e não ter feito nada que prestasse em Cuba quando os socialistas assumiram o governo além de guerrilhas idiotas que não o levaram a nada. Mas ele é um herói, ah, se é! E se Cuba, a Índia, os EUA, a China, a África do Sul, enfim, todos os países tem um herói, o Brasil tinha que ter um também! Um ícone de luta pelos seus ideais a ser reverenciado por todos! Pois sim!
Affz, não agüento mais. É por isso que o brasileiro não vai pra frente. Fica idolatrando um ícone, uma imagem, um herói qualquer ao invés de ir viver e se tornar herói de sua própria vida. Mas não. Isso dá trabalho demais.
Ô, Brasil,
será que você
nunca vai aprender?
Até o próximo post...
Lembro-me de um post que eu escrevi certa vez no meu antigo blog. Eu dizia que a vida era chata. Não a vida em si, mas o modo como se vive.
Nós já nos acostumamos tanto a nossa rotina, já estamos tão intoxicados pelo vício da correria, que quando temos um tempo livre não nos contentamos em simplesmente viver, não pensamos em fazer coisas bobas e simples como deitar no chão do sala e vestir as velhas bonecas ou coisas do tipo... Estamos tão 'sufocados' que simplesmente ligamos a tv... e lá se vão poucos minutos que poderíamos aproveitar bem melhor.
Muito bem, volto a repetir: a vida como nós vivemos hoje é chata. Estamos presos uma rotina imbecil. E se não estivessemos presos a ela não teríamos nada para fazer. Claro, se não pensássemos tudo seria mais fácil. Olhe para um gato. Ele não faz quase nada, passa o dia inteiro ocioso, mas nem se importa com isso. Mas nós, animais ((supostamente)) racionais não suportamos ficar sem fazer nada - e é por isso que eu estou aqui blogando =~P.
E já que a vida é essa coisinha assim tão 'marromenos', o que nós fazemos? Inventamos! Criamos! Idolatramos pintores e escritores como se eles fossem excepcionais. Mas - oh, que lamentável! ¬¬ - eles não são. São apenas pessoas comuns que fazem de fatos comuns aquilo que chamamos de Arte. E é essa arte que muitas vezes nos distrai quando saímos de nossa rotina idiota. O que seria de nós, ociosos mortais, sem ela?
***
Sweet Surrender

Olá! Como é seu nome?
Affz, se apresentar foi sempre tão entediante
Novelas são só uma tentativa de deixar a vida interessante
Ora, o mundo é tão idiota
Fico pensando que se eu estivesse morta
Vocês seriam ainda piores do que já são.
Então curvem-se a mim!
Tomem o cálice da rendição
I'm your sweet surrender,
Seu tesouro de perdição
Sabe uma aranha?
Pois é, eu te prendi na minha teia
Despeje seus sonhos como areia
Que agora sou eu quem faz a sua cabeça
E nesta festa de luzes
A mim você está aprisionado
Porque uma vez enfeitiçado
Ninguém poderá te salvar
Mas não me culpe se você se rendeu
Eu sou só uma opção e foi você que me escolheu
Sou só mais uma farsante
Dessa festa delirante
Que ainda tarda a acabar
Não me julgue, não me culpe
Se você está preso então grite,
Arranhe,
Asssute e estranhe
A vida é tão entediante
Novelas são só uma tentativa de deixa-la interessante
E arranhe e grite e mate!
E você quer saber o meu nome?
Meu nome é ARTE!
***
Poesia de Consumo
Mania de consumo, é isso aí

Olhe ao seu redor:
O que você vê?
Milhares de cartazes
Te dizendo o que fazer
Compre, use,beba, coma, vista,
- Invista,
Ouça, pense, faça, experimente
- Tente
Entre, saia, vote, ande, pare, veja
- Seja
Todos aqueles lindos rostos estampados
Em anúncios dissimulados
Que vendem perfumes, jóias, carros
Artigos importados – e caros
Todas as belas modelos estonteantes
- Mentiras made in Fotoshop
Que te dizem para comprar
Que te dizem como agir, para onde ir
Que te dizem para olhar, que te dizem o que pensar
Que te chamam para ter, que te dizem o que ser
Etiquetas nas roupas, rótulos nas pessoas
Tudo aquilo que ela conta:
Você é o que você compra
Todos os rótulos que ela inventa
- Ela vai te passar uma fita adesiva e por um em você também
Todo esse poder que ela tem
De te influenciar, sem te deixar pensar
Enquanto você se perde em tanta informação
E se endivida na mega liquidação
Cartazes espalhados pelas ruas
Anúncios, panfletos, placas
Ela está em todo lugar
Não tem como escapar
Te perseguindo, te persuadindo
Querendo a todo custo te comprar
- Melhor, fazer você comprar
Te dizendo sempre o que ser, o que fazer
Às vezes dá até pra sufocar
“Bom dia, em que posso ajudar?”
- Traduzindo: quanto vai gastar?
Sacolas, marcas, mil e um logotipos
Bueiros entupidos de tanto plástico
Tanto consumo, tantas dívidas
Sempre a mesma falta de grana
Influenciada pela Propaganda
Que entope de marcas os bueiros daquela rua estreita
Enquanto aproveita e esvazia tua carteira
Te persuadindo e te seduzindo
Conseguindo que você vá consumindo
Enquanto ela continua lá
Linda e perfeita toda vez que você vê
Te dizendo como agir, para onde ir
Te dizendo para olhar, que te falando o que pensar
Te chamando para ter, que te dizendo o que ser
- Ela vai te passar uma fita adesiva
e num instante vai rotular você.
Written by Lícia Mayra
Política Copy and Die!: Se não tem capacidade de criar um poema também não copie! >=~P
Londres, 22 de outubro de 1884
Ainda vivo.
Caminhando por estúpidos becos escuros, com o maldito odor que sai dos bueiros entupindo suas narinas.
Ainda vivo.
Apesar do medo que lhe paralisa e do frio que corta a sua pele, ele ainda consegue sentir as batidas apressadas de seu coração.
O sino de uma igreja badalou ao longe, mas Henry não conseguiu contar todas as suas batidas, tantos eram os pensamentos que escoavam em sua cabeça. O relógio no seu pulso marcava uma hora parada no tempo. Ele se perguntava se a manhã estaria muito próxima.
Quanto tempo se passara desde que saíra da casa de Victoria? Se fechasse os olhos ainda conseguiria sentir a cabeça dela em seus braços, o corpo frio, a respiração ofegante, as batidas de seu coração diminuindo gradativamente, o outrora quente sangue que fervia por ele escorrendo do seio esquerdo, levando seu último sopro de vida, enquanto ela, ao ver a arma em sua mão, perguntava por que ele tinha feito aquilo.
Dois gatos malhados brigavam por uma espinha de peixe. Henry olhou para o céu enevoado e triste da noite londrina procurando esquecer os últimos acontecimentos. Mas por mais que tentasse era impossível esquecer Victoria.
Ah, Victoria! Sua amada Vick! Tão bom nos tempos de romance, por que tudo teve que acabar daquela maneira? Tudo culpa de Danton, aquele francês detestável, que nunca os deixara em paz!
Henry parou no meio da ruela mal iluminada. A lembrança de Danton o fez estremecer. Teve a impressão de que alguém o seguia. Virou-se e tudo o que viu foi a ruela fedida e algumas folhas caídas no chão, resultados do outono. Abotoou os dois primeiros botões do terno que escondia a sua camisa suja de sangue e pôs-se a andar novamente.
Continuava a pensar em Danton. Onde ele estaria numa hora dessas? Teria que vingar-se dele também. Não era justo que Victoria morresse e ele continuasse vivo.
Começava a se lembrar do passado. Eram tão amigos antes! Henry e Danton, amigos de infância, colegas de formaturas, os maiores advogados que esse mundo já viu! Eram tão unidos, pareciam irmãos, mas foi só Victoria chegar...
Era como seu finado avô dizia: nunca confie em mulher alguma, muito menos a coloque acima de uma amizade. Ela, mais que ninguém, tem o poder de destruir o mais sólido laço entre os homens. Henry agora sabia disso.
Pensando desse modo, até que Victoria tinha merecido o fim que levou. Quem mandou enganá-los? Quem mandou destruí-los, massacrá-los? Tinha mais era que ter morrido por aquela maldita bala.
Henry apagou logo esse pensamento da mente. Não. Ele não poderia pensar assim de Victoria. Não de sua Vick de cabelos de ouro e alma de anjo que tanto o amava. Mas será que amava mesmo?
De novo aquela sensação de que alguém o estava seguindo. Henry precisava parar de pensar nessas coisas. Isso lhe estava fazendo mal. Passou a mão pelo cabelo castanho. A noite passava devagar e parecia arrastar pesadamente. O ar frio sufocava-o, parecia querer enforcá-lo. Apesar da baixa temperatura Henry suava mais que nunca. Ia dobrar uma esquina quando um som metálico quebrou o silêncio da noite.
Agora era definitivo. Alguém o estava seguindo. Henry virou-se a tempo de ver a ponta de um sobretudo sumir na escuridão da noite.
_ Quem está aí? – ele perguntou, para não ouvir nada mais que o mesmo som repetidas vezes.
Mesmo que ninguém respondesse, Henry já sabia quem era. Danton. Só podia ser ele. Henry aproximou-se e deu a volta pela lata de lixo que havia caído. Ninguém. Quando estava prestes a se virar, viu a sombra da silhueta troncuda de Danton apontando alguma coisa em sua cabeça. Henry ouviu o som do gatilho.
_ Henry Hepburn – disse Danton, com seu detestável sotaque francês – Você não tem idéia do quanto eu esperei por esse momento.
_ Danton Le Blanc – Henry virou-se para o adversário sentindo o frio toque da mesma arma que estava em suas mãos algum tempo atrás gelar a sua testa – Eu também espero por esse momento há muito tempo.
Danton tremia de tanto ódio.
_ Você roubou a minha esposa! – ele berrou.
_ Eu não roubei nada, ela é que veio até mim! Eu não tenho culpa se você não soube amá-la como ela merecia.
_ E por acaso você soube?
Henry abriu um sorriso cínico:
_ É claro que sim.
_ Seu filho da mãe... Você e aquela vagabunda... Vocês dois se merecem... E é por isso que agora eu vou mandá-lo pro inferno assim como fiz com aquela vagabunda!
_ Não ouse falar de Victoria! – bradou Henry – Você não tem esse direito!
_ Quem não tem direito algum é você! – Danton estava com os olhos irados banhados em lágrimas – Eu amava Victoria... E consegui o seu amor... Mas aí veio você e destruiu tudo! E é por isso que agora eu vou matar você...
Danton mirou a arma no peito de Henry. O movimento foi rápido. O barulho do tiro fez-se ouvir na noite fria seguido pelo baque surdo de um corpo inanimado caindo no chão.
A manhã caiu rápido.
Ainda vivo.
Logo que o sol nasceu lá estava um homem de sobretudo na porta do açougue pedindo informações de como chegar ao centro. O açougueiro, um italiano gordo e alegre de bigode espesso, deu-lhe as informações necessárias e perguntou-lhe ao final:
_ Poderia saber o seu nome, senhor?
_ Le Blanc. Danton Le Blanc.
Perto dali, numa ruela fedida em quem uma lata de lixo havia caído, havia uma arma no chão, ao lado da qual jazia um homem troncudo, coberto pelo terno de Henry Hepburn, com o sangue frio derramado nos paralelepípedos da rua. Era o cadáver de Danton Le Blanc.
Written by Lícia Mayra
Copy and Die: Se não tem capacidade de criar seu próprio texto, também não copie! >=~P
Gostaria escrever algo poético hoje. Muito bem, vamos delirar um pouco.

... E então as coisas acabam. Um dia, em algum espaço no tempo, elas morrem, e quando vc menos esperar, não há mais nada.
Estou aqui observando o crepúsculo. Mais um dia que chega ao fim. É uma coisa que eu realmente gosto e ver, o pôr-do-sol me inspira, me deixa mais aliviada de todas as cargas que eu tenho nas costas. Ele me faz esquecer, pelo menos por um momento, do meu maldito trabalho.
Ontem à tarde, nesse mesmo horário, quando estava trabalhando, me deparei com um caso estranho. Era uma garota de uns oito anos. Estava no hopistal, com uma aparência deplorável, vítima de alguma doença rara. Se fosse qualquer outra pessoa que estivesse naquele estado e me visse chegar, com certeza estaria desesperado. Mas ela não. Ela estava lívida, pura, muito mais lúcida do que nunca. Ao me ver, ela sorriu pra mim. Ela sorriu pra mim. Nunca em toda a minha carreira eu recebi um sorriso sequer de nenhum cliente meu.
_ Olá! - ela falou - Você veio me ver?
_ Mais ou menos - eu respondi depois de algum tempo.
_ Nunca ninguém vem me ver, só a enfermeira, quando vem me trazer a comida. Estou feliz em ver você.
Eu fiquei imaginando o que se passava na cabeça daquela menina. Saberia ela realmente quem eu sou?
_ Diga, garota - eu perguntei - Vc não sente um certo desconforto por estar perto de mim?
_ Ah, um pouquinho. Mas eu já sofri tanto nessa vida que eu nem me importo.
Sentei-me na beirada de sua cama, intrigada com suas palavras. Então começamos a conversar de verdade.
_ Por que vc está aqui? - ela perguntou.
_ É meu trabalho. Por que vc está aqui?
_ Eu vivo aqui desde que me conheço por gente. Nasci com uma doença que tem um nome esquisito, a enfermeira vive falando, mas é muito complicado e eu nunca consigo repetir.
_ Vc nunca saiu daqui?
_ Eu não posso andar.
Senti uma emoção nova, algo assim muito humano. Talvez o que a sua espécie chame de 'aperto no coração'.
_ Vc nunca viu o sol?
_ Só por aquela janela ali - apontou o dedo fino e cadavérico para uma pequena janela ao lado da cama - A enfermeira sempre vem abri-la às cinco em ponto e a fecha quando eu estou dormindo. É até estranho ela não ter vindo ainda. Acho que está de folga. Vc pode abri-la, por favor?
Obedeci ao seu pedido. A janela era minúscula, mas através dela podia se ver um belo por-do-sol. Raios de sol de extinguindo no horizonte, e aquela cor alaranjada que sempre me fazia mais calma. Voltei à menina e vi que seus olhos, grandes e fundos, brilhavam em extase.
_ Essa é a melhor parte do meu dia - ela contou - Eu amo essa visão.
Então tínhamos algo em comum.
_ Eu também amo o crepúsculo - eu falei.
_ É crepúsculo o nome, é? Eu o chamo de Único, porque é único em minha vida. É o meu único contato com o mundo lá fora, tirando a enfermeira; aliás acho até que ele é mais real e mais humano que ela.
Ficamos um tempo caladas, olhando para as cores que se misturavam num espetáculo impressionante.
_ Durante toda a minha vida eu imaginei como seria a minha morte - ela quebrou o silêncio, com um suspiro - Fico imaginando a que horas ela viria. E sempre que imaginava isso, lembrava do Único. Crespúsculo, vc o chama, não é? Lembrava dele porque, para mim, ele é a última parte do dia. Então a minha morte seria o meu Únic... o meu Crepúsculo eterno.
Palavras bonitas as dela, para uma garota de oito anos. Senti-me meio que elogiada com elas. Não queria leva-la. Mas é meu trabalho, e o tempo já estava quase acabando. Aproximei-me mais dela e pude ver os sinais do sofrimento final ficando mais claros em seu rosto. Ela começava ter palpitações e respirava com dificuldade. Por um momento eu pensei em parar, mas algo maior que eu me fez continuar.
_ É um lindo entardecer - eu falei, sentindo algo que posso chamar de remorso.
_ É mesmo - ela concordou, ofegante.
_ Pena que seja o seu último.
Ela olhou pra mim, com os olhos agora ainda mais arregalados, e sussurrando, disse-me:
_ Vc é...
_ Sim, sou eu. E chegou a sua hora.
Ela suspirou o seu quase último suspiro e falou sorrindo, cândida:
_ Tudo bem, pode me levar. Já sinto que estou pronta.
_ Vc não tem medo? - foi a minha última pergunta antes de leva-la comigo.
_ Lá com certeza não pode ser pior do que aqui.
O resto não é necessário dizer. Ela morreu. Mas as suas palvras ficaram em minha cabeça.
O crepúsculo acabou agora. Já é noite. E eu continuo pensando no que ela disse, agora arrastando minha pesada carga para outro lugar onde encontrarei outro freguês.
É, sou eu, a Morte, o seu último entardecer. Eu, a Morte, o crepúsculo, a razão que finda todos os dias. O único destino certo que vc tem nessa vida. Até breve.
Written by Lícia Mayra
¬¬
Olá, pessoas!
E aí, perceberam o novo lay?
É, dessa vez fui eu que fiz!
Deu um trabalho da porra pra baixar o Paint Shop Pro e ele vai expirar em um mês, mas tá valendo a pena! Muito dificilmente esse lay vai ficar aí por muito tempo - e vai, se eu não tiver tempo de fazer outro -, eu ainda não acho esse lay perfeito...
Bom, agora é definitivo: o Sweet Surrender não existe mais. Transformei-o em um laboratório de testes para templates, então ele não é mais um blog de verdade. Então, só pra não passar em branco, eu finalizo esse post com uma das melhores mensagens que eu já escrevi - opinião minha - e que estava no Sweet. Adeusinho.![]()
Mensagem publicada em 20/06/2008
"Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que eu vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento."
Markus Zusak, em seu livro A menina que roubava livros
Sabe, desde ontem que eu estou lendo A menina que roubava livros, de Markus Zusak. É um livro realmente fantástico que vale muito a pena ler. O livro tem exatas 480 páginas, 480. Assim como vcs devem ter se assustado, eu também me assustei com o número de páginas. Quer dizer, eu comprei pela Internet e me esqueci de olhar o número de páginas, mesmo sabendo que muito provavelmente não seria um livro pequeno, mas ainda assim fiquei espantada quando vi o tamanho do livro. Mas tudo bem, eu adoro novos desafios. Estou na página 259 e não pretendo parar. É um daqueles livros com linguagem cativante, que vc começa a ler e não quer mais parar.
O que mais chama a atenção nesse livro - e talvez tenha sido o principal fator que o determinou como best-seller - é o fato de a história ser contada pela Morte. Na capa de trás do livro há a frase: "Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler." Li o primeiro capítulo e então passei um tempo olhando a capa do livro e pensando. E aqui está o que eu pensei:
A Morte não é má. Ela apenas cumpre ordens.
Eu já tinha ouvido isso antes. E quando ouvi pela primeira vez isso me veio como uma grande revelação pois nos meus tempos de meninice tudo o que eu via tinha de se encaixar naquela maldita ordem bipolar: o Bem e o Mal. Então ou as coisas eram do Bem ou eram do Mal. Pensamentinho idiota, não? Mas na época eu não sabia disso. E eu achava que a Morte era Má.
Bem, hj eu sei que ela não é. Nada nesse mundo é completamente Bom ou completamente Mal. É claro, de totalmente Bom há Deus. E de totalmente Mal há satanás. Mas e nós, seres humanos? Quando eu era pequena eu costumava ouvir aqueles contos de fadas, em que havia sempre um vilão e um herói. E de tanto ouvir acabei achando que o mundo também seria assim, sendo formado apenas por mocinhos e vilões. Eram dois pólos, apenas dois pólos.
Hoje venho a perceber que não há só dois pólos, tampouco um só, mas sim vários. Uma figura pode ser interpretada de várias formas por várias pessoas, ou até mesmo por uma só; então se é assim com as figuras, pq não seria com o mundo? Eu não considerei a hipótese de que os seres humanos poderiam ser bons e ruins ao mesmo tempo. Eu não considerei nem mesmo meu próprio exemplo! Porque eu sei que não sou perfeita e que estou longe de ser uma santa, assim como também não sou nenhuma diabinha. E é por isso que eu digo também que nenhuma pessoa é completamente inimiga de outra. Tipo, tem um grupo de garotas que (infelizmente) convivem comigo que eu detesto. Mas pode ser que às vezes, mesmo que eu não queira admitir, eu posso achar uma atitude delas engraçada ou até mesmo legal. É como eu disse: ninguém é completamente Ruim. E vc não deve julgar uma pessoa apenas por um ato dela e sim pelo seu conjunto de ações, como um todo. Vc não pode julgar se um livro é bom ou ruim se vc só leu a primeira frase. Vc tem que lê-lo por completo se quiser descobrir.
Mas sabe, eu acho que quando somos crianças nós somos realmente estimulados - não, melhor, conduzidos - a pensar assim: o Bem e o Mal. Olhe o exemplo das novelas. Os desenhos animados. Os contos de fadas, meu Deus, olhe os contos de fadas! Eles apresentam sempre dois pólos e nos levam a pensar que só existem sempre dois pólos. Por isso eu gostei daquela novela Duas Caras. Todos os personagens tinham, realmente, duas caras. O autor deixou bem clara a sua intenção de quebar o paradigma de que só se deve olhar as coisas por meio desses dois lados. (Não viram a Edivânia, aquela evangélica fanática? Sempre simpática e boazinha com o tal Ezequiel e com outros fiéis, mas em compensção, o que ela não falava de outras pessoas!)
Olha, uma das coisas que realmente contribuiu para essa minha conclusão foi ter estudado sobre a Guerra Fria. Ah, é. É por isso que eu amo História. Muita gente diz que História é chato, que é "estudar os mortos, o passado". E aí reclamam "Ora, raios, para que eu quero saber do passado?". Bem, que seja. Eu, particularmente, não penso assim. Eu gosto de História pq ela nos abre os olhos para o que está oculto, para ler nas entrelinhas. É como um cara me disse certa vez,enquanto esperávamos no consultório do dentista: "Quem estuda História a finco sai com uma capacidade de interpretação de quase 360°". E é mesmo. Eu sou a prova viva disso.
Estudando a Guerra Fria eu pude compreender que é inútil se agarrar a apenas uma solução extrema - no caso, ou Capitalismo ou Socialismo. Não dá pra olhar as coisas por esse prisma bipolar, há vários ângulos e várias conclusões que podemos tirar das coisas, o que nos resta é chegar a um consenso e criar uma opinião geral para o assunto. Geral não significa completa, muito menos imutável, mesmo pq as coisas mudam a todo instante. No caso, o mundo não poderia ser governado por um só desses extremos, o mais acertado é chegar a um meio-termos entre esses dois modelos se queremos viver melhor - não vou dizer viver em paz, pq não acredito que o mundo possa ser completamente perfeito (e msm se pudesse ser, creio que não seria um mundo dos mais interessantes). Não podemos julgar vendo as coisas somente por um lado, há várias formas de interpertação e nós devemos explorar todas elas para não correr o risco de tirar conclusões precipitadas - e se arrepender depois.
Concluo dizendo novamente que a Morte não é Má. Ela apenas cumpre ordens. E é o único destino certo que todos nós temos nessa vida, ainda que nós não gostamos ou que não queiramos nos encontrar com ela não cedo. Mas a Vida é isso. E pode ser meio contraditório dizer, mas a verdade é que a Morte também faz parte da Vida.
É isso.
***
Ahhh, estou aliviada! Finalmente tirei um peso enorme de minhas costas!
Sabe aquele amigo rico de quem eu falei há alguns posts atrás? Pois bem, brigamos de novo e não estamos mais nos falando. Vc devem estar estranhando: ué, e ela não tá chorando por quê? O fato é, meus queridos, que eu já cansei de chorar.
Antes eu chorava e me culpava porque antes ele tinha uma grande importância para mim. Ele era o meu best-friend-4ever-and-ever, era a pessoa em que eu depositava todas as minhas confianças e eu o amava bastante. Mas exatamente naquele dia que ele veio com essa 'brincadeira' de 'ficar intrigado' a nossa amizade nunca mais foi a mesma. Eu já não o amava como antes. Não sentia mais aquela alegria ao ver todo dia aquela pessoa sentada na minha frente. Era como se toda vez que ele chegasse perto eu sentisse uma repugnância, e quisesse sempre me afastar, mas como eu sou uma idiota eu não o fazia. Pois bem, uma semana depois ele veio com a mesma 'brincadeira'. Quebrei a cara de novo, mas acabei perdoando. Por quê? Porque eu não queria ficar só. Porque eu o adorava e não conseguia passar um minuto longe dele. Como Avril canta em Nobody's Home: I just watch her make the same mistake again.
Agora nós estamos brigados de novo. Não nos falamos mais. E - quem diria? - eu não derrubei uma lágrima sequer. Agora vamos à minha conclusão no melhor estilo Amy Lee:
Now I'll tell you what I've been done for you
Fifty thousand tears I cried
Screaming, decieving and bleendig for you
And you still won't hear me.
Eu não preciso mais desse garoto. Finalmente descobri que essa amizade não vale a pena. Se eu precisar ficar um ano, dois anos, a vida inteira sem falar com ele, eu passo. Ele não importa mais. Brigamos? Sim, brigamos. E eu não me arrependo nem um pouco disso.
Don't want your hand this time, I'll save myself
Aliás, parece até que ficou mais fácil respirar sem ele por perto me sufocando.
So go and scream
Scream at me, I'm so far away
I won't be broken again
I've got to breath, I keep
Going Under
É isso aí. Ele não importa mais. Agora ele anda procurando novas amizades e faz questão de dizer pra todo mundo que tem muitos milhões - será que tem mesmo? - mas no fundo, no fundo, ele sabe que muito dificilmente ele encontrará uma amiga como eu. Sabe por quê?
Porque quando ele chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando ele gritou, eu afugentei todos os seus medos
E eu segurei suas mãos durante todos esses anos,
Mas ao contrário do que diz a música de Amy Lee e Ben Moody, ele não tem mais nada de mim.
Quando o tempo passar e ele perceber que os novos 'amigos' dele não passam de simples colegagem, e que eles não servem para desabafar ou para ajuda-lo nos momentos mais difíceis, ele virá correndo para os meus braços. Só que aí eles já estarão muito ocupados confortanto outra pessoa, de preferencia um amigo de verdade.
One day
I'm gonna forget your name
And one sweet day
You're gonna drown in my lost pain
Tínhamos uma linda amizade, de pilares aparentemente fortes, de 3 anos. Mas ele os explodiu e acabou com tudo de uma vez. Ele pensa que está me machucando com isso. Eu acho que há tempos que ele implorava pra ficar sozinho.
Do you wonder why you hate?
Você sabe por que odeia?
Are you still too weak to survive your mistakes?
Vc ainda está fraco para sobreviver aos seus erros?
You poor sweet innocent thing
Sua pobre, doce e inocente coisa
Dry your eyes and testify
Enxugue seus olhos e testemunhe
You know you live to break me- don't deny
Você sabe que vive para me destruir - não negue
Sweet sacrifice
Doce sacrifício
****
Só somos nós mesmos quando ninguém está olhando.
Pare e pense:
Vc só solta a voz e canta a pulmões abertos quando está debaixo do chuveiro;
Vc só dança e sapateia sem vergonha trancado no quarto, na frente do espelho;
Vc só dá risadas e gargalhadas escandalosas quando está na frente da TV;
Os melhores papos vc tem quando fala consigo mesmo;
Vc só solta a sua imaginação e o seu lado poético no seu diário ou blog;
Vc só ri de piada sem graça quando está na frente do computador;
Vc só reza com fé sincera nos momentos mais difíceis;
Vc só esbraveja sua raiva jogando todas as suas coisas no chão;
Vc só admite seus medos quando não há ninguém pra te ajudar;
Vc só grita ao assistir um filme de terror quando não tem ninguém em casa;
Vc nunca chora ao ver um romance a não ser quando chega no seu quarto;
Vc só tira suas dúvidas por meio do Yahoo Respostas;
Vc demonstra seus sentimentos melhor falando no MSN do que numa conversa cara a cara;
Vc só veste aquela roupa super confortável que vc adora mas que já saiu de moda na hora de dormir;
Vc só ouve aquela música ultrapassada mas que vc ama com fones de ouvido;
Vc só 'extravasa e libera tudo pro ar' quando bebe ou na sua imaginação;
Vc só chora de verdade de encontro ao travesseiro
e vc sempre lava o rosto para não mostrar isso às outras pessoas.
Ninguém nos conhece de verdade. Ninguém nos é íntimo.
Só somos nós mesmos quando ninguém está olhando, e só admitimos isso quando ninguém está ouvindo.
Lícia Mayra voltando a blogar, aleluia, pensei que isso nunca mais fosse acontecer!
Bom, queria fazer um post enorme, falar de como ando apressada, da minha ficada de sexta - sim, eu fiquei com um garoto! -, da briga que eu tive com meu irmão, dessa maldita política e etc e tal, mas meu tempo aqui é super reduzido então fica pra posts futuros - só falta definir quando acontecerá esse futuro.
Queria falar um pouco de mim, mas minha vontade maior é falar sobre o mundo. Sabe, um dia eu estava deitada, prestes a entrar na minha luta diária contra a insônia, quando essa pergunta passou pela minha cabeça: Como será o fim do mundo?
Seria hipocrisia minha, claro, dizer que eu gostaria de estar lá, muito menos dizer que desejo isso. Mas os fatos nos levam a crer que esse fim está mais perto do que imaginamos. E como imaginar é um dos meus 'hobbys' favoritos, eu não podia deixar de imaginar o último dia desse nosso planetinha aqui. Então deixe-me contar uma historinha para vcs.
De acordo com a minha imaginação, no último dia já não haveria mais nada. Nenhuma vida. Apenas ruínas do antes haviam sido cidades, países, nações. Florestas, animais, geleiras, nada mais restaria. A água doce tinha desaparecido do planeta. O calor seria insuportável e lavas endurecidas de vulcões serviriam de descanso eterno aos restos humanos. Ah, os restos humanos. Essa é a parte mais podre de toda a história.
Mortos. Milhões de mortos. Todas as pessoas do planeta, todos os terráqueos. Mortos. Partes do corpo espalhadas por toda a lava. Sangue. Um fedor insuportável de sangue derramado a pouco tempo, e derramado por motivos inúteis. Nenhuma bactéria para decompor tudo aquilo.
Haveria uma poeira terrível, e uma grande massa avermelhada incubrindo tudo isso. O planeta Terra, o antigo planeta da vida, tornaria-se uma bola avermelhada, tornando-se o planeta da morte.
E como aconteceu tudo isso? Bom, como boa ser humana que sou, a primeira coisa que faço é arranjar um culpado. Penso um pouco. Descubro: os culpados somos nós mesmos.
Uma mistura de problemas ambientais com conflitos sociais. Com o tempo a água na Terra foi se tornando cada vez mais escassa. O calor e a fome cresceram monstruosamente. Antes mesmo da destruição final, várias pessoas já haviam morrido por conta de enchentes ocasionadas pelo derretimento das geleiras e pela fome que assolava as regiões mais secas.
Não chovia mais no planeta Terra.
A situação só ia piorando. As crianças chegavam a mastigar o tecido de suas roupas, tanta era a fome que sentiam. Muitas morriam, e isso literalmente, de sede. E então iniciou-se a busca pela água.
O Brasil se tornou um território bastante disputado. O rio Amazonas era o alvo. Todos o queriam, todos queriam aquela preciosa água. E aí inicia-se uma III Guerra Mundial, ocasionada pela falta de água.
Os EUA foram os primeiros a meter o olhão na nossa água. Seu dircurso: ora, Brasil e EUA são parceiros de tão longa data, por que não compartilhar esse maravilhoso bem? E aqui está a resposta brasileira: porque nós também precisávamos dessa água.
Nesse tempo de agonia final, o rio Amazonas não estaria lá essas coisas. Seu volume seria muito menor do que o de hoje, estaria bem mais reduzido. Razões? Bom, metade da nossa floresta fofinha havia sido desmatada para dar lugar a pastos e plantações que precisavam de bastante água para se manter. A população nos estados que compreendem a floresta havia aumentado, muitos trabalhavam nas fazendas, mas haviam outros que ganhavam a vida com o turismo ecológico. E pra alimentar e dar de beber a esse tanto de gente não era tarefa fácil...
Mas o fato é que todos os rios estavam se extinguindo. Muitos por causa da pressão exercida pela população que vive ao seu redor, outros, que ficam nos países do hemisfério norte, devido às inundações de água salgada causada pelo derretimento das geleiras polares. E sem água não temos comida, e sem comida não há humanidade, por isso cada país procurava proteger o máximo possível suas bacias, enquanto outros procuravam mais bacias em outros países, já que as suas não existiam mais, e essa confusão toda acabou virando um conflito armado.
E aqueles países 'santinhos', que diziam não terem projetos nucleares, foram os que mais despontaram na guerra pela água com enorme poderio bélico - vide Coréia do Norte. As explosões nucleares se misturavam com as catástrofes ambientais, e pioravam mais ainda a situação, mas ninguém tinha condição de raciocinar, todos só queriam sobreviver, sobreviver...
Haviam grupos pró e contra guerra, e esses grupos defendiam suas metas de tal maneira que acabaram eles mesmos iniciando uma nova guerra para decidir se haveria ou não uma guerra...
E a Terra virou um caos total. Pessoas morriam de fome, morriam de sede, morriam de bombas, morriam de doenças causadas pelas bombas, enfim, a Terra tinha virado um campo de batalha, uma bola incandescente de calor e armas de fogo, enquanto suas águas afogavam as terras existentes... As pessoas matavam-se umas as outras, e ninguém conseguia parar aquela parafurnalha infernal.
E assim, com diversas bombas sendo estouradas em vários países, com a revolta da Mãe Natureza contra o homem, a Terra acabou, com mortos incinerados, lavas de vulcões, áreas inundandas de água e sal, flora e fauna não mais existente e uma imensa nuvem avermelhada pairando sobre tudo isso.
Fim.
***
E aí? Será que estou sendo drástica demais? Ou apenas relatando o que possivelmente acontecerá se não tomarmos uma atitude?
Não adianta investigar se há vida em outros planetas, porque muito provavelmente nenhum planeta em todo o universo tem vida como o nosso. Não há outra Terra. Só há essa daqui, e se ela acabar, todos nós acabaremos juntos. Voltaremos ao pó juntos. E por isso é que temos que cuidar para que ela não se acabe, ou, pelo menos, que não se acabe dessa maneira.

¬¬
Espaço para uma última reflexão:
Meu Deus, será que alguém vai ter coragem de ler tudo isso???

Olá, pessoas! Como estão? Se alguém se importa, eu estou muito mais feliz do que no post anterior! Nada de excepcional acontecendo, tipo eu acordar com o Justin Timberlake me esperando na sala de estar, mas ainda assim eu estou no meu estado normal, meu estado feliz.
Então, ando super ocupada com a volta as aulas, quase que não tenho tempo de respirar, é prova por cima de prova, seminário por cima de seminário, quase que não tenho mais tempo de postar aqui. Fazer o quê, né? Primeiro o meu futuro. Depois o PC - mesmo pq o cara que criou o primeiro computador já tá morto e enterrado a muito tempo.
Ando aqui às voltas com esse Brasil - aliás, eu quase sempre estou às voltas com o Brasil - por 2 coisas:
1º Olimpíadas
Como é que pode??? O Brasil só ganhou 15, 15 medalhinhas de necas! Li um artigo de Lya Luft - eu já contei que estou viciada em artigos de colunistas? - em que ela dizia que o público exigia demais dos nossos atletas. Eu não concordo. Exigências do público há, é claro que há, e sempre vai haver. Mas ora, não dá pra dizer que os nossos atletas se esforçaram bastante. Eles podiam fazer bem mais que isso. Olha só o exemplo das Olimpíadas passadas, que beleza não foi, por que esse desastre nessa de agora? E depois, o que dizer dos atletas dos países 'vencedores' (China e EUA)? se eles conseguem essas proezas, por que o Brasil não pode conseguir também?
Sabe o que eu acho? Que a fama estraga os nossos atletas. Não vê Thiago Pereira, que foi aquela maravilha do Pan, e já nas Olimpíadas não conseguiu nehuma medalha sequer? E Daiane dos Santos, nas Olimpíadas passadas, em que havia toda aquela expectativa sobre ela, só dava ela, e no final a coitada acabou sem nem o bronze. Nos fiamos muito em uma só imagem e esquecemos que temos outros atletas, também muito capazes de nos trazerem medalhas. mas esse negócio de ficar famoso, eu acho que só faz atrapalhar, pq aí o atleta começa a criar outros compromissos e o tempo de treinar fica reduzido, então na hora do vamo vê ele acaba se atrapalhando e envergonhando o país, por assim dizer.
Também acho que somos desestimulados a competir, os brasileiros se fiam mais no esforço do que nos resultados. Os esforços são importantes, sim, mas sem resultados fica difícil acreditar que a pessoa tenha realmente se esforçado... Todos aqueles atletas que estão lá estão dando tudo de si, se submetendo a treinos exaustivos e dores musculares que eu nem imagino. Eles querem o ouro, e só o ouro. Os brasileiros muitas vezes se contentam apenas com o bronze... Temos que ter mais garra, mais objeção! Uma prova olímpica é como uma prova de vestibular, não pode dar bobeira...
2º Eleições
Nem preciso explicar muito né? Um país onde um candidato só vai eleito se der dinheiro ao povo! Eu não devia estar falando isso, pq meu avô é vereador e tem um monte de parente meu que é político, eu mesma moro em frente a casa de um deles, mas é que eu não aguento tanta burrice! O Brasil não vai pra frente nunca e sabe por quê? Porque os nossos 'queridos' governates não entram em uma presidencia, por exemplo, para fazer alguma coisa pelo país, mas sim para conseguir dineheiro. Raros são os que realmente têm esse instinto de crescer e desenvolver o nosso Brasil, mas a maioria só faz alguma coisa mesmo quando é época de eleição.
Mas se bem que eu não posso culpar só os governantes não pq o povo tbm é culpado. Aqui na minha cidade mesmo, o maior culpado pela desgraça que há em alguns bairros são os próprios moradores. O prefeito atual não é perfeito - nenhum é - mas em comparação com o anterior - que agora voltou a se candidatar, pq antes ele tava preso e tbm ele já tinha sido reeleito uma vez -, minha nossa, ele é super! Quando o outro prefeito 'governava' aqui, era uma desgraça total. Zé Neri, é o nome de infeliz, deixou a cidade uma merda. Esgoto a céu aberto, ruas esburacadas, sem calçamento, sistema de saúde pééééééssimo, escola municipal sempre grevando e outras porqueiras mais. E não sei quantos mil benefícios, bolsa escola, bolsa família, bolsa alimentação - que agora é fome zero -, bolsa não sei mais lá das quantas. Aí resultado: a cidade fiocu conhecida como Paraíso dos Urubus e o povo não trabalhava pq simplesmente não queria. É, é isso mesmo. Com tanta bolsa pra lá e pra cá dando dinheiro ao povo, ninguém mais queria trabalhar, e cidade ficou entegue ao caos. Em tempo de chuva, tudo alagava, as pessoas ficavam doentes, o morro derrapava, um verdadeiro inferno. E o bosta do prefeito não fazia nada.
Agora, que o novo prefeito resolveu fazer alguma coisa, a cidade anda bem melhor. Mas muita gente ainda diz que vai votar em Zé Neri. Por que? Porque recebe dinheiro e benefícios da prefeitura. Dizem que é pq o prefeito atual "não dá dinheiro pros pobres". Ora, mas que gente burra! Eles não veem o que ele já fez pela cidade? A verdade é que brasileiro tem mesmo uma mentalidade muito atrasada. Se houver um benefício instantaneo, mesmo que prejudique outras pessoas, tá ótimo. Se não, bom, aí a culpa são dos polítiocos, que prometem, prometem, prometem e não cumprem. Mas veja só, quem é que elege esses políticos?
Eu citei a minha cidade como exemplo - e eu quero mesmo é que o porquera do Zé Neri leia isso algum dia - mas isso acontece no Brasil todo! Compra de voto é uma coisa que me deixa revoltadíssima, cara, às vezes eu tenho até vontade de algum dia me tornar presidenta desse país que é pra mostrar pra essa gente ignorante como é que se faz um Brasil descente! pq não adianta ficar só reclamando dos governantes, votar é que nem apostar na loteria, não se sabe o candidato eleito é honesto ou não, e nós estamos apenas pagando as consequencias do nosso voto. Enquanto o brasileiro não souber votar, e enquanto não tivernos governantes bem preparados, o Brasil não tem mesmo como andar pra frente...
Ufa, agora que eu já desabafei o que tava aqui entalado há um bom tempo, vou postar umas gifs que eu, meu maniniho e mais alguns sprites tirados da net fizemos no Gif Movie Gear (ele expira em 30 dias! Chuinf!):

E finalizamdo com a super...

hehehe
Até a próxima, terráqueos!
Vamos brincar de ficar intrigado? Começa assim: vc junta os dois indicadores e pede para a pessoa que vc quer atuzinar corta-los. Pode ser de cima pra baixo ou de baixo pra cima, vc deixa a pessoa livre para escolher. Mas tanto faz para que posição ela cortar, vcs ficarão intrigados do mesmo jeito! E aí vc poderá ficar sem falar com ela durante o tempo que vc bem entender, poderá machuca-la, magoa-la, faze-la chorar e muito mais, enquanto vc se diverte xingando a professora de Matemática. Não é divertido?
Foi assim que o meu amigo - melhor amigo - fez comigo. Somos um trio: eu, minha melhor amiga e meu melhor amigo, esse da brincadeira. Pois bem, sempre andamos juntos e nos divertimos muito e eu sempre pensei que eles dois eram as pessoas mais legais que eu já tinha visto na vida. Até que meu amigo fez uma aposta com minha amiga de passar 1 semana sem falar comigo. Ela falou:"Rá, duvido que vc consiga!". Ele disse que sim, ia conseguir sim, e então começou a me provocar. Eu xinguei, como sempre faço, então ele juntou os indicadores e Falou:"corta". Eu não sabia o que era, então apenas separei os dedos dele. "Ele tornou a juntar os dedos. Eu novamente os separei. "Eu mandei vc cortar". Eu continuei sem obedecer. Então ele simplesmente virou a cara e disse que estava intrigado comigo. Eu fiquei pensando que eu devia te-lo magoado. Tentei conversar com ele, pedi desculpas, perguntei o que havia... À tarde fizemos um trabalho de Religião, junto com outras pessoas da equipe. Antes de começarmos, uma colega minha disse que queria dar uma olhada no orkut. Então lá fomos nós dar uma olhada em nossos orkuts. A sorte do dia dessa garota era mais ou menos assim: Você está se sentindo magoado pq teve uma grande desilusão com seus amigos. Então o meu amigo, o do 'jogo de intrigado', falou: "Olha, estou passando por isso!". Minha colega comentou: "Que cortada!". É, foi uma cortada. Uma tremenda cortada que me fez sentir super mal. No final da tarde conversei com ele e - que milagre! - ele me escutou então resolvemos tudo - ou pelo menos eu pensei assim. Ele falou: puxa, perdi a aposta! Melhor pra mim, eu respondi.
Acho que foi esse sentimento por ter perdido a aposta que o levou a fazer outra. Novamente com a minha amiga, alguns dias depois de termos feito as pazes, ele apostou com ela que ele conseguiria passar 2 dias sem falar comigo. Então foi até mim, juntou os indicadores, e com um sorriso no rosto, disse: "É uma brincadeira. Corte de cima para baixo". Eu fiz exatamente o contrário do que ele falou, ele voltou a juntar os indicadores e a repetir que era uma brincadeira. Eu fiz o que ele mandou, com receio, e depois perguntei o que ia acontecer. Ele não se deu ao trabalho de responder. Simplesmente virou as costas. Minha amiga disse que isso significava que estávamos intrigados. E eu: "Oh, nossa, que ótimo. Estamos brincando de intrigados, que divertido!". E disse isso com um sorriso no rosto e voz alegre, mas tava na cara que era pura ironia. O pior de tudo é que, quando meu amigo faz esse tipo de coisa, ele faz questão de dizer pra minha amiga que a ama, que ela é a melhor amiga dele. E não me deixa falar com ela de jeito nenhum. Também fiz questão de ignora-lo, assim como ele fez comigo. Quando o sinal da saída tocou, eu saí da sala e nem olhei para os lados, nem esperei ninguém - nós voltamos juntos pra casa pq moramos relativamente perto. Então, quando eu menos me dou conta, ele aparece por trás e pergunta se não ia espera-lo. "Ainda estamos brincando?", eu perguntei, sorriso do rosto e evidente sarcasmo. "É claro que não", ele respondeu. Então eu disse que esse tipo de coisa me deixa triste e perguntei pq ele gosta tanto de me ver mal. Ele disse que não gostava de me ver mal, que eu era a melhor amiga dele. Eu continuei receosa.
Cheguei no colégio triste, pq tinha discutido com a minha mãe logo de manhã e receosa por causa desses meus 2 amigos. Pensei que as coisas entre nós haviam se resolvido. Mas não só ele como tbm minha amiga passaram a manhã inteira me irritando e dizendo que eu era o 'sanduíche' do grupo. Eles se abraçavam e diziam que eu sempre apanhava pq eu ficava sempre no meio, atrapalhando. Eu disse que isso me ofendia, minha amiga pediu desculpas e disse que é pq eu era a mais nova dos 3. E continuaram me atuzinando a manhã inteira, principalmente o meu amigo, e minha amiga falava: Criatura, dá logo um murro nessa peste! Mas vc é muito mole! Então eles começaram a repetir isso inúmeras vezes, muito mole, vc é muito mole... E nos xingamos e nos batemos. Eles 2 achavam graça, pensavam não estar fazendo nada de mais, não percebiam que isso me machucava, não percebiam que a dor dos tapas era desprezível em comparação à das palavras... Ainda querendo me irritar, minha amiga me empurrou enquanto eu estava sentada na carteira. A intenção dela era me dar um empurrão leve, mas a intenção não correspondeu à ação e eu acabai caindo...
No final da aula eu não aguentei mais, falei pra meu amigo que as coisas que eles me diziam faziam com que eu me sentisse mal. Ele continuou na brincadeira e falou:"Mentira! É vc quem machuca os outros!" "Vc tbm machuca", eu falei. Ele se pôs sério e novamente juntou os indicadores.Eu tentei falar, ele não me deu chance, então eu comecei a chorar, como eu faço sempre, me sentindo uma boboca estúpida, até a professora perguntou o que tinha acontecido. Meu amigo perguntou o mesmo, e eu falei que eu não servia mesmo para ter amigos, que eu acaba sempre como o 'sanduíche' do grupo. Minha amiga foi até mim, perguntou o pq eu tava chorando, se era culpa dela. Meu amigo falou que eu me magoei pq eles disseram que eu era o 'sanduíche'. Como os homens são! Não soube perceber que havia muito mais do que isso, que não era coisa do momento, e sim de algo que vinha acontecendo a dias... Minha amiga me abraçou, pediu desculpas e prometeu parar. Meu amigo fez o mesmo e perguntou se eu tava com raiva dele. Ora, como ele queria que me sentisse? Feliz?? Eu disse que não, mas falei que estava triste e magoava e pedi para que ele parasse com isso. É, ele parou. Mas quando voltávamos para casa ele começou a me provocar de novo, eu mudava logo de assunto, mas ele insistia...
Ora, mas o que é que é isso? Será que eu sou tão repugnante a ponto de não merecer a amizade de ninguém? Será que eu sou tão fraca ponto de merecer sempre me dar mal? Será que eu sou assim tão desinteressante a ponto de não merecre ter amigos? Por que as pessoas fazem apostas de que vão conseguir ficar sem falar comigo uma semana?
Toda vez que eu chego na sala de aula e vejo que lá estão meuss amigos, todos reunidos, fico feliz, mesmo sem dizer nada com eles, sinto-me alegre só com a sua presença. E quando estamos longe eu fico com saudades. Quando brigamos eu me sinto mal, e aí eu choro, choro e choro...
Estou tentando arranjar uma solução pra tudo isso, não muito por causa da minha amiga, pq eu sei que ela não vai mais me magoar, mas sim por causa do meu amigo... Faz algum tempo que todo problema que ele tem, ele desconta a raiva ou em mim, ou na nossa outra amiga. De repente ele não é mais o mesmo, e agora quando não está falando em milhões - a condição finaceira dele é maior do que a minha e, segundo ele, sua família é a 5ª mais rica do Piauí - ele está me batendo ou me provocando. E eu não posso falar com ele sobre o que me machuca que ele logo vira a cara e diz que eu não sou mais sua amiga! às vezes eu penso que ele só quer brincar comigo e com meus sentimentos, penso que ele finge ser meu amigo enquanto ri de mim quando ficamos 'intrigados'... Sinceramente, eu pensava que amigos existiam para se ajudarem, e não para se humilharem e fazerem se sentir pior. Há dias em que eu acordo e penso que eu sou uma verdadeira fracassada, olho pra ele na esperança de que ele me faça rir, mas aí ele começa a falar coisas que só fazem eu me sentir pior! Nós eramos tão amigos, sempre nos divertíamos, mas agora ele mudou quase que completamente, vive discutindo comigo! Aí depois ele pergunta se eu tô com raiva. Eu acho que se ele pergunta uma coisa dessas é pq sabe que tem culpa no cartório. Ele diz que é só brincadeira, mas brincadeiras tbm machucam, ele sorria da cara que eu fazia, mas eu não ria. Só é divertido quando os dois riem. E eu chorava por dentro.
Não sei qual é a dele.Ele diz que somos melhores amigos e aperta minhas bochechas, mas um minuto depois diz que está de mal comigo e já não somos mais amigos... Eu fico triste, sem saber o que fazer, estou aqui com os olhos inchados de tanto chorar, tentando me culpar por uma coisa que eu sei que eu ñ tenho culpa.. Nessa hora ele deve estar muito bem sentado na sua poltrona, estudando p/ a prova de segunda, coisa que deveria estar fazendo, mas não faço pq não consigo me concentrar, tão triste que estou me sentindo... Eu me pergunto se ele não se sentiu nem um pouco mal por ter me magoado. Fico me perguntando se ele, com seus milhões e milhões, não podia ter a consideração de pensar se não estava machucando uma amiga que lhe quer tão bem. Eu acho que não, que ele não iria se dar ao trabalho de fazer iso, que somente a boboca da Lícia é que ficou chorando que nem uma idiota, se culpando por um crime que não cometeu. Sinto meu coração se apertar enquanto as lágrimas escorregam pelo meu rosto e as coisas vão fugindo do meu controle.
No final da aula, minha amiga conversou com esse meu amigo me particular. Meu amigo achou a conversa idiota. Será que eles falavam de mim? Ou não se dariam a esse trabalho? E se eu morresse agora, será que eles iam chorar? Será que eles não iam olhar para o céu e se perguntar: Não está faltando alguma coisa? Será que eles não iam chorar por mim como eu choro por eles agora? Será que eles não iriam sentir uma aperto no peito como o que eu sinto agora? Será que eu sou insignificante demais para ser lembrada por algum deles?
A verdade é que eu sou uma tola. É isso. Fico me martirizando quando sei que estou certa. Mas eu vou conversar com eles na segunda. Vou por tudo pra fora, assim como faço aqui. Porque eu me sinto como se estivesse acorrentada debaixo de 1.000 m³ de água, sufocada por uma terrível apnéia, sentindo que mais alguns minutos podem ser fatais. Prteciso voltar à superfície dessa piscina de águas gélidas e respirar. Preciso me libertar dessa corrente de mágoa que me prende ao fundo desse desespero. Só assim eu me sentirei leve e livre novamente.
Antes de ir embora minha amiga perguntou mais uma vez se eu não estava com raiva. Raiva? Não, a raiva passa. Mas a tristeza, essa sim, é que ficou.
¬¬
Eu. Odeio. O. Uol. Blog.
Argh!!! Não é possível! Eu tinha feito um post tão lindo e bem elaborado pra por aqui só que na hora que eu fui publicar o que aconteceu, o que aconteceu? Essa bosta maldita deu erro!!!
PQP, eu tô com uma raiva enorme! Mas que jeito, vamos lá, refazer o post tudo outra vez...
Primeiramente quero colocar aqui o convite que eu recebi da Luana:
... E agora falar um pouco do meu final de semana.
Bom, não se vcs lembram - ou se já visitavam meu blog nessa época tão remota - Mas no dia 02 de setembro do ano passado eu me lembro de ter escrito alguma coisa sobre a perda da virgindade dos meus lábios. Na verdade eu deixei de ser BV no dia 1º de setembro de 2007. Pois é, a minha vida tava andando num ritmo tão devagar que eu pensei que ia chegar o 01/09/2008 e eu ia completar um ano sem ficar com nenhum outro carinha. Fazia tanto tempo que eu beijado pela primeira vez que nem me lembrava mais como é que tinha sido.
Pois é, né. Mas a vida é cheia de surpresas. E não é que uma dessas surpresas estava reservada pra esse fim de semana? Quem diria que nesse sábado à noite, estando eu a conversar com o meu primeiro e único ficante na varanda na casa do meu tio - festa em família, vcs devem saber como é - eu beijaria novamente? Pois foi isso mesmo que aconteceu. Agora vou marcar a data: 09/08/2008, 2º beijo.
A bem da verdade, eu não gostei muito não, achei o primeiro muito melhor. Pareceu que eu estava beijando os dentes do garoto, e não os lábios dele. E tudo não passou de um desajeitado encostar de bocas. Mas olha, a cena tava muito romântica: na varanda, à luz do luar... Se eu quisesse transformar isso em um romance - o que eu não quero, pois eu não sinto absolutamente nada por esse garoto - descreveria assim:
Estavam na varanda. As estrelas os observavam, e eram velados pela luz de uma meia lua. O frio começava a castigar e as estrelas pareciam dançar em círculos. Estrelas, milhões, bilhões delas. Ele pegou-lhe a mão e procurou-lhe os lábios. Ela desviou os seus, ele insistiu, então ela os entregou e os lábios de ambos encontraram-se como num só... Os dele, rápidos e ágeis, os dela, secos e sem jeito...
Que lindo, não? Bom, foi mais ou menos desse jeito que aconteceu, mesmo, só que de uma maneira mais desastrosa. Na verdade, ele perguntou ser havia alguém na sala e aí me pediu pra ficar com ele, só que eu não ouvi porque o som tava alto demais - sim, tinha um som tocando perto de onde estávamos e eu garanto, a música não era nada agradável. Então eu fiz um cara de "hã?", e eu acho que ele pensou: "que menina lerda!". Bom, ele fez um gesto de impaciência e depois pediu a minha mão. Eu deixei ele beijar o meu rosto primeiro e ele pediu: "na boca" e foi aí que nossos lábios se encostaram, sem muito jeito. E eu tratei de desencostá-los logo - é, eu tava bem nervosa - e disse pra ele que não sabia beijar direito - ai, que anta!! Falei pra ele que ele tinha sido o primeiro, e ele, com um olhar de safado, perguntou: "O primeiro e o único?" Eu respondi com um "é" e falei que era muito chato ficar solteira. Ele saiu da varanda com a desculpa de levar a chave do carro do tio dele. Bom, eu fiquei ainda alguns instantes na varanda, olhando para as estrelas. E então foi como se uma delas me dissesse assim:
Oh, aqui está vc, olhando para o céu. Um beijo à luz das estrelas. Devo admitir que foi bem romântico. Seria mais, claro, se você tivesse algum sentimento por ele, e ele por você. Mas vcs não tem, não é? Tsc, tcs. Era tão mais cômodo assistir aos encontros dos jovens de antigamente! Mas já que os tempos mudaram e vc está aí sozinha, eu acho que vc deveria saber: ele não vai voltar. É, é isso mesmo, é melhor vc parar de pagar mico e sair daí, sua boboca, porque ele não vai voltar e nem vai te beijar de novo hoje. Ele deve estar te achando ridícula agora. E talvez vcs nem voltem a se encontrar mais. Mas vc não vai ficar aqui, vai? Eu conheço seus instintos, garota, vc não quer ser feita de boba, quer fazer ele de bobo. Bom, boa sorte nos seus intuitos, mas acho que muito dificilmente vc vai conseguir. Mas vá lá, não dê muita importância, menospreze-o, trate como uma pessoa qualquer. Sei que está morrendo de vontade de perguntar ao seu primo se ele lhe confidenciou alguma coisa sobre vc, mas vc não vai fazer isso, vai? Vc vai esperar que ele te diga alguma coisa. Oh, não, vc não quer ser feita de boba. Esse beijo não teve importância alguma pra vc, teve? Teve sim, mas ninguém deve saber, muito menos ele, então o que vc está esperando? Que diabos, saia já daí, aja normalmente, vá procurar seu irmão... Deixe de olhar para o céu, aqui é minha morada, e eu apenas lhe reflito, não tenho respostas para vc. E saia já daí.
Eu obedeci o conselho da 'estrelinha' e fui embora da varanda. Fui jogar bola com o meu irmão. E ah, quer saber? Eu vou procurar esquecer isso e arranjar um paquera que eu ganho mais. O tal menino agora deve estar se achando... Hunf! Homens! Acham que as mulheres só servem para alimentar seu ego e satisfazer o seu bel-prazer. Mas eu não sinto nada por esse garoto e acho muito difícil de eu sentir algum dia, mas ainda assim, é claro que eu vou contar esse episódio para as minhas amigas, afinal, foi um beijo, e agora eu yenho dois - dois! Ai, que maravilha, dois! - na minha conta imaginária de beijos. Mas isso me lembra que eu devo treinar mais. É por isso que eu vou caçar um paquera para paquerar bastante, e depois conquistar, e depois tcham, tcham, tcham... beijar! Por mais que isso seja uma tarefa trabalhosa, né, pq eu sou pééééssima em paqueras! Affz!
Mas aí, eu acho que eu não ten